Rudi Selig on Tour – por dentro do dia a dia de um ciclista pro

Olá fãs da Canyon,

Hoje vou tentar contar-vos um pouco acerca dos bastidores do ciclismo pro apesar de eu não estar por dentro há tanto tempo quanto isso.

Rudi Selig im Trainingslager auf Mallorca
Tal como deverão imaginar, temos de viajar imenso o que chega a ser relaxante enquanto muitas pessoas estão a trabalhar arduamente para organizar tudo de forma perfeita antecipadamente.

Organização perfeita é a chave do suceso!
Esta é a fina linha entre o desporto amador e pro.
Não temos de nos preocupar a não ser com arrumar as nossas coisas e, uma ou outra vez, trocar a música no MP3 para não ficarmos aborrecidos :-).

Verificamos os nossos e-mails e tudo está detalhado até ao mais ínfimo pormenor. Quando o avião descola, (o qual foi reservado e pago antecipadamente), quando a avião aterra, quem recolhe quem no aeroporto, em que hotel ficamos (isto é muito importante para o sistema ADAMS que irei explicar mais tarde), e quem nos leva de volta ao aeroporto; tudo isto requer uma enorme coordenação, pela qual tenho o maior respeito.

Uma equipa não consite apenas em 8 corredores por evento, uma vez que existem também os mecânicos, massagistas, directores desportivos e também o pessoal que tem de guiar os carros, autocarros e camiões desde Itália.
Ainda para mais, muitas equipas competem em duas frentes, por exemplo duas equipas diferentes em dois eventos diferentes.

Isto retira muito do stress aos riders para que nos possamos concentrar no mais importante – pedalar!
Por norma, chegamos ao hotel num ambiente relaxado, recebemos a chave di quarto, e vamos pedalar 1 a 2 horas.
Testar tudo para termos a certeza que nada de mal esteja na bicicleta, o que é muito raro uma vez que as bicicletas são vistas, reparadas e lavadas em Itália.
Qualquer afinação mais de pormenor relativamente à posição de condução pode ser tratado rapidamente com o mecânico, que está sempre disponível para ajudar.

Depois subimos aos quartos para um duche e uma massagem de uma hora. Recebemos o plano para o dia seguinte. O mesmo diz-nos a que horas temos de nos levantar, a que horas é o pequeno almoço e quando temos de deixar as nossas coisas na porta principal. O plano também indica a que horas o autocarro sai, a que distância do hotel é a corrida. Sem esta lista estaríamos um pouco perdidos :-).

Hora de jantar, onde a equipa entrega caixas com comida saudável, que normalmente não é fornecida pelo hotel.
A Katusha tem uma especial atenção na nutrição, de outra forma receberíamos apenas noodles com azeitonas e parmesão a cada refeição.
À noite fazemos o controlo de doping no sistema ADAMS, onde cada corregor está registado.

Pode pensar nele como sendo um calendário onde registamos a nossa actividade diária, por exemplo treino das 9.00 às 14.00, seguido de massagem e trabalho aerobico das 16.00 às 18.00 etc.
Em complemento, o lugar onde estamos é registado (morada exacta), competições (registadas pela equipa) e mais importante, uma janela de uma hora em que temos de estar contactáveis para tomar parte no teste anti-doping.
Caso falhemos 3 testes, ficamos banidos 2 anos. É um pouco como “big brother is watching you”, mas é a única forma em que o problema do doping pode ser controlado, na minha opinião.
Anexo-vos uma cópia de uma página minha do sistema ADAMS.

Screeshot ADAMS Page von Rudi Selig

É tudo por hoje.

Continuem a trabalhar arduamente e boas voltas!
Rudi

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